Autoestima Não é Linha Reta — é ponte que se aprende a atravessar Mas quando ela tropeça, é a alma que precisa de colo.






Nossa autoestima nem sempre dá conta. Às vezes, ela ainda está lá embaixo, tropeçando. 

E tudo bem. O que não pode é tratá-la como algo fixo. Não treine a sua autoestima para ficar sempre igual — lute para que ela esteja à sua altura.

Se uma vaga de emprego te interessa, te empolga, te desafia... se candidate. Agora. Não espere a mente treinada pra te sabotar entrar em cena: "É difícil demais", "Você não dá conta", "Vai se atrapalhar". Chega. Tudo pode ser desenvolvido. Tudo.

Não tenha medo do não. Ele chega pra todo mundo. Chegou pros Beatles, pro Einstein. Por que não chegaria pra você? O não não te define. Às vezes ele é só um empurrão disfarçado: pra melhorar uma habilidade, uma apresentação, uma forma de se colocar no mundo. Cada não que você enfrenta é um passo a mais de preparo.

Ninguém te feriu com manual em mãos. Foi um monte de frase solta, comentário atravessado, olhar torto, às vezes até dos seus pais — mas não era pessoal. Era ignorância. Falta de jeito. Todo mundo falha. Só que seu cérebro pegou essas migalhas e criou um script: “É isso que eu sou.” E ficou nisso por anos.

Você se preparou para menos. Aceitou menos. Nem percebeu. E hoje sua casa nem te dá o conforto ou o orgulho que você vê na dos outros. Por quê? Porque você acha, lá no fundo, que merece menos. Que precisa se contentar. Que não é pra você.

Só que é.

Você quer aquela roupa, aquele perfume, aquela joia? E nunca tem dinheiro? Mas gasta, aos poucos, em um monte de coisa que te deixa ainda mais longe do que admira. Vive se admirando nos outros. Inveja, às vezes. E não percebe que isso é familiar. Viver querendo o que não é seu virou o seu padrão.

É hora de mudar o pensamento. Parece bobo, mas foram os pensamentos negativos que te colocaram onde está. Comece aos poucos. Um truque? Use um elástico no pulso. Pensou negativo, puxa. Seu cérebro vai entender que aquilo machuca. Porque dói. E nem sempre você escolheu pensar assim — seu cérebro só está acostumado.

Mas você pode quebrar esse ciclo.

Parece uma roda que não para. Os dias passam e a vida não acontece. Mas dá pra sair. Comece a dizer mais "sim". Pare de aceitar migalhas. Se não é dividido, não aceite o pedaço. Recuse o quinto lugar — mire o primeiro.

Não fique correndo atrás dos filhos adultos. Eles têm a vida deles. Cultive laços, claro. Mas não implore. Faça novos amigos. Crie novos capítulos.

E por favor, não se conte ao mundo como alguém derrotado. Não se apresente com suas dores. Todo mundo tem. Mas você é muito mais que isso. Tem tanto em você que nem você lembra. Seu coração aparece nas atitudes. Não precisa justificar quem você é. Guarde essa conversa pra você, com você.

Aprenda a escutar sem querer tomar a palavra. Nem toda conversa precisa ser sobre você.

Cuide do seu dinheiro. Economize. Invista. Não compre por impulso. Não viva de liquidação. O barato é comprar o que você realmente precisa.

E não tente impressionar com a aparência. Sinta-se bem com o que vê no espelho. Se cuida por amor, não por validação. Coma com intenção. Escolha alimentos que te nutrem. Caloria vazia também pesa na alma.

Deixe o corte de cabelo em dia. Cuide da pele, dos dentes, das roupas. Tenha uma rotina. Crie hábitos bons antes de dormir. Nada de TV violenta, cafeína ou comida tarde da noite. Um banho quente, um óleo cheiroso, um quarto limpo. Um ritual pra você.

Deixe a mesa quase pronta pro café. A roupa separada. O tênis ali do lado. Coisas pequenas. Passos suaves pra sair do looping mental que só te trava.

Tudo começa com um primeiro passo. Qual vai ser o seu?

Pode ser pequeno. Pode ser sem fé. Vá mesmo assim. A força nasce no caminho.

E nunca, nunca mesmo, ache que meia dúzia de críticas é o suficiente pra te definir. Nem você se conhece por inteiro. Como alguém mais poderia?

Pare de obedecer a uma mente treinada para a derrota.
Você não nasceu pra repetir problema.
Nasceu pra resolver.
E viver como merece.


 


 

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